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title: "Atestado de burnout: como conseguir, quem emite e o que precisa constar"
url: https://clinimais.com/blog/laudo-atestado-burnout-como-conseguir
categoria: Saúde Mental
autor: Dr. Richard Ramos (CRM/SP 224667 | RQE 149697)
publicado_em: 2026-10-12
condicao: Síndrome de burnout
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# Atestado de burnout: como conseguir, quem emite e o que precisa constar

> **Resposta rápida:** O atestado de burnout é emitido por médico, de preferência psiquiatra, depois de uma avaliação que confirme o esgotamento ligado ao trabalho e descarte depressão e outras causas. O documento traz o CID (Z73.0 na CID-10 ou QD85 na CID-11, se você autorizar), o tempo de afastamento e, no laudo, as limitações. Até 15 dias a empresa paga; a partir do 16º, é preciso perícia do INSS. A consulta pode ser feita por teleconsulta.

Você está exausto, dorme mal, chega ao trabalho já sem energia e sente que não rende mais. Alguém fala em burnout, e a dúvida seguinte é prática: **como conseguir o atestado de burnout** e o que fazer para que ele sirva de fato, na empresa e no INSS.

**Em resumo:**
- Quem emite o atestado é o **médico**, e o especialista mais indicado é o **psiquiatra**
- O documento traz o **CID** (Z73.0 ou QD85) apenas com a sua autorização
- Até **15 dias**, o afastamento é pago pela empresa; a partir do **16º dia**, entra o INSS
- O burnout está na **lista de doenças relacionadas ao trabalho** desde 2023
- A avaliação pode ser feita por **teleconsulta**, com documento de validade legal
- **Nenhum médico garante o atestado** antes de avaliar você

## Como conseguir atestado de burnout

O caminho começa com uma **consulta médica**, e não com o pedido do documento. O atestado é a conclusão de uma avaliação: o médico precisa entender o que você sente, há quanto tempo e quanto isso atrapalha o trabalho.

Na consulta, o psiquiatra costuma:

- Ouvir a **história do esgotamento**: carga de trabalho, jornada, pressão, conflitos, mudanças recentes
- Investigar **sintomas**: cansaço que não passa com descanso, distanciamento do trabalho, irritabilidade, insônia, queda de desempenho
- **Descartar outras causas**, como depressão, ansiedade generalizada, hipotireoidismo, anemia ou uso de substâncias
- Avaliar **risco**, como ideias de morte, que mudam a urgência do cuidado

Se a avaliação mostrar que você não tem condições de trabalhar naquele momento, o médico emite o atestado com o tempo de afastamento que considera necessário. Se não mostrar, ele não emite, e explica o porquê. Se você ainda está tentando entender se o que sente é burnout, leia antes [burnout silencioso: quando o cansaço vira doença](/blog/burnout-silencioso-sintomas).

## Quem pode emitir o atestado de burnout

**Qualquer médico** com CRM ativo pode emitir atestado. Mas o burnout é um diagnóstico de saúde mental, e o especialista que faz essa avaliação é o **psiquiatra**.

Isso pesa na prática. Um documento do especialista, com a descrição do quadro e das limitações, tende a ser mais bem aceito pelo médico do trabalho da empresa e pelo perito do INSS do que um atestado curto, sem fundamentação.

O **psicólogo** tem papel importante no tratamento e pode emitir relatórios e declarações. O atestado que abona faltas e afasta do trabalho, porém, é um documento médico.

![Mulher com as mãos na cabeça diante do notebook, em mesa cheia de papéis amassados, sinal de esgotamento no trabalho](/ansiedade-trabalho-estresse.jpg)

## O que o atestado e o laudo de burnout precisam constar

Atestado e laudo não são a mesma coisa. O **atestado** declara a necessidade de afastamento por um período. O **laudo** é mais detalhado e descreve diagnóstico, evolução e limitações. Explicamos a diferença em [laudo psiquiátrico: para que serve e como conseguir](/blog/laudo-psiquiatrico-online-para-que-serve-como-conseguir).

Um atestado de burnout bem feito traz:

- **Identificação** do paciente e do médico, com CRM e assinatura
- **Data** da consulta e **período de afastamento** (data de início e número de dias)
- **CID**, somente com a sua autorização expressa
- Para afastamentos longos, o laudo acrescenta **história clínica**, **tratamento em curso** e **o que o quadro impede** você de fazer

### O CID do burnout: Z73.0 ou QD85

Na **CID-10**, ainda usada na maior parte dos documentos no Brasil, o burnout aparece como **Z73.0** (esgotamento). Na **CID-11** da Organização Mundial da Saúde, em vigor internacionalmente desde 2022, o código é **QD85**, descrito como um fenômeno ocupacional, resultado de estresse crônico no trabalho que não foi bem gerenciado.

A transição para a CID-11 no Brasil está em andamento, e o médico escolhe o código adequado ao documento. Muitas pessoas com burnout também preenchem critérios de **depressão** ou **ansiedade**; nesses casos, o CID registrado costuma ser o do diagnóstico principal.

## Afastamento por burnout: empresa, INSS e doença ocupacional

O afastamento segue a mesma regra de qualquer outra doença:

- **Até 15 dias:** a empresa paga o salário. Entregue o atestado ao RH no prazo que o seu contrato ou convenção define
- **A partir do 16º dia consecutivo:** o pagamento passa ao **INSS**, como benefício por incapacidade temporária. É preciso agendar a perícia pelo **Meu INSS** ou pelo telefone **135**

O passo a passo da perícia está em [afastamento do trabalho por ansiedade ou depressão](/blog/afastamento-trabalho-ansiedade-depressao-atestado). Lá explicamos o que levar e como se preparar.

### Burnout como doença ocupacional

Em **dezembro de 2023**, o Ministério da Saúde atualizou a **lista de doenças relacionadas ao trabalho** (Portaria GM/MS nº 1.999/2023) e incluiu a síndrome de burnout. Isso facilita reconhecer a relação entre o adoecimento e o trabalho.

Quando o INSS reconhece essa relação, o benefício pode ser concedido na modalidade **acidentária**. Nesse caso, a lei prevê **estabilidade de 12 meses** após o retorno e manutenção dos depósitos de FGTS durante o afastamento. Para isso, costuma ser necessária a **Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT)**, que a empresa deve emitir e que também pode ser registrada pelo próprio trabalhador, pelo sindicato ou pelo médico.

Quem decide a concessão e a modalidade é sempre o **perito do INSS**. O papel do psiquiatra é documentar com precisão o quadro e, quando houver base clínica, a relação com o trabalho.

![Médico preenchendo documento em prancheta com estetoscópio apoiado sobre o papel](/medico-preenchendo-atestado-documento.jpg)

## Atestado de burnout por teleconsulta tem validade?

Tem. A **Resolução CFM nº 2.314/2022** regulamenta a telemedicina no Brasil e permite a emissão de atestados e laudos à distância. O documento sai com **assinatura digital ICP-Brasil**, que identifica o médico e o CRM e pode ser verificada eletronicamente. Detalhamos o tema em [atestado e receita de teleconsulta têm validade?](/blog/teleconsulta-atestado-receita-valida).

Para o burnout, a consulta por vídeo funciona bem: a avaliação é baseada em conversa, história e exame do estado mental. E você não precisa se deslocar justamente quando está sem energia para isso.

## Como funciona a consulta para atestado de burnout na Clini+

Na Clini+, a consulta com psiquiatra é **100% online, por vídeo**, com atendimento em todo o Brasil. Pelo chat da consulta você pode enviar relatórios anteriores, exames e documentos da empresa.

- **Valor:** R$ 189,90 no PIX (R$ 199,90 no cartão)
- **Documentos:** atestado, laudo e relatório, quando indicados pelo médico, saem com assinatura ICP-Brasil e ficam disponíveis na sua conta
- **Continuidade:** você pode seguir com o mesmo psiquiatra, o que deixa os documentos de afastamentos longos mais consistentes
- **Pagamento:** Pix ou cartão, com nota fiscal

A emissão do atestado ou do laudo é **decisão do médico** após a avaliação. Não há como garanti-la antes da consulta. O que a Clini+ garante é uma avaliação séria, que é exatamente o que dá força ao documento.

Para começar, conheça a [consulta de psiquiatria online](/psiquiatria), crie sua conta em clinimais.com ou fale com a equipe da Clini+ pelo WhatsApp, com atendimento humanizado.

## Conclusão

O atestado de burnout não é um formulário: é a conclusão de uma avaliação psiquiátrica. Com um documento bem fundamentado, o afastamento pela empresa e o pedido ao INSS ficam mais simples, e o reconhecimento como doença ocupacional ganha base. Mais importante que o papel, porém, é começar o tratamento. Para outros temas, visite a categoria [Saúde Mental](/blog/categoria/saude-mental) do blog.

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*Artigo elaborado com base na Resolução CFM nº 2.314/2022, nas normas do CFM sobre documentos médicos (Resoluções nº 1.658/2002 e nº 1.851/2008), na Portaria GM/MS nº 1.999/2023, na Lei nº 8.213/1991 e na CID-11 da Organização Mundial da Saúde. As informações têm caráter educativo e não substituem a avaliação médica individualizada.*
