Clini+
Alimentos para baixar o colesterol: o que comer e o que evitar no dia a dia
Nutrição

Alimentos para baixar o colesterol: o que comer e o que evitar no dia a dia

O exame veio com LDL ou triglicerídeos altos e agora? Veja os alimentos para baixar o colesterol que têm evidência, o que tirar do prato, se ovo está liberado e em quanto tempo a dieta aparece no exame.

Resposta rápida

Os alimentos para baixar o colesterol com mais evidência são os ricos em fibra solúvel, como aveia, psyllium, feijão, lentilha e grão-de-bico, e as gorduras boas do azeite, das castanhas, do abacate e dos peixes. Tão importante quanto incluir é trocar: menos gordura saturada, carnes processadas e ultraprocessados. Mantida por 4 a 12 semanas, a mudança costuma reduzir o LDL em cerca de 10% a 20%.

8 min de leitura
Dra. Letícia Haddad

Escrito por Dra. Letícia Haddad

CRM/SP 252318

Médica com pós-graduação em Dermatologia

Revisão clínica: Dr. Richard Ramos

Compartilhar artigo

Gostou do conteúdo? Agende uma consulta online com um especialista da Clini+ e receba orientação personalizada.

Agendar

O exame de sangue voltou com o LDL alto, os triglicerídeos acima do limite, e a primeira pergunta que vem é: o que eu mudo no prato? A boa notícia é que existem alimentos para baixar o colesterol com evidência sólida, e a mudança não depende de dieta da moda nem de cortar tudo o que você gosta.

Se a sua dúvida é sobre o que cada número do laudo significa, comece pelo artigo sobre colesterol alto, LDL, HDL e triglicerídeos no exame. Aqui o assunto é o prato.

Em resumo:

  • Fibra solúvel (aveia, psyllium, feijões, lentilha, grão-de-bico) ajuda a tirar colesterol do intestino antes de ele chegar ao sangue
  • Trocar gordura saturada por gordura boa (azeite, castanhas, abacate, peixes) é a mudança que mais mexe no LDL
  • Ultraprocessados, açúcar e álcool pesam principalmente nos triglicerídeos
  • Mantida por 4 a 12 semanas, a dieta costuma reduzir o LDL em cerca de 10% a 20%
  • Quando o risco é alto, a dieta não basta, e a decisão sobre remédio é do médico

Alimentos para baixar o colesterol: o que colocar no prato

Não existe um alimento milagroso. O que funciona é a soma de vários alimentos que agem por caminhos diferentes. Os que têm mais evidência são estes.

Fibras solúveis: aveia, psyllium e leguminosas

A fibra solúvel forma uma espécie de gel no intestino que "segura" parte do colesterol e dos ácidos biliares, que acabam eliminados nas fezes. Para repor o que perdeu, o fígado puxa colesterol do sangue, e o LDL cai.

  • Aveia e farelo de aveia: ricos em betaglucana. Os estudos que mostram efeito usam cerca de 3 g de betaglucana por dia, o que significa aveia todos os dias, não uma colher de vez em quando
  • Psyllium: fibra em pó, misturada em água, iogurte ou vitamina. Começa em dose baixa e exige boa ingestão de água
  • Feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha e soja: somam fibra e proteína vegetal, e podem substituir parte da carne vermelha em algumas refeições
  • Frutas com casca e bagaço, como maçã, pera, laranja e goiaba, de preferência inteiras, e não em suco

Se quiser entender a diferença entre fibra solúvel e insolúvel, veja o artigo sobre fibras alimentares e seus benefícios.

Gorduras boas: azeite, castanhas, abacate e peixes

Cortar gordura de vez não é o objetivo. O objetivo é trocar o tipo de gordura:

  • Azeite de oliva como gordura principal da cozinha e da salada
  • Castanhas, nozes, amêndoas e amendoim, em pequenas porções (um punhado)
  • Abacate, que também traz fibra
  • Linhaça e chia, que somam fibra e gordura de origem vegetal
  • Peixes como sardinha, salmão e cavala algumas vezes por semana. O ômega-3 dos peixes ajuda mais nos triglicerídeos do que no LDL

Esteróis vegetais

Os fitoesteróis competem com o colesterol pela absorção no intestino. Estão naturalmente em óleos vegetais, castanhas e grãos, e em alguns alimentos enriquecidos. Cerca de 2 g por dia reduzem o LDL, mas a quantidade nos alimentos comuns é pequena, e o uso de produtos enriquecidos deve ser avaliado com o nutricionista.

Casal de idosos sorrindo à mesa da cozinha com maçãs, alface, pimentões e outros vegetais frescos

Precisa de uma consulta especializada?

Agende agora com um médico especialista na Clini+. Atendimento online, rápido e seguro.

Agendar consulta

O que evitar para baixar o colesterol e os triglicerídeos

O LDL e os triglicerídeos respondem a coisas diferentes. Vale olhar os dois.

Gordura saturada e trans: o que mais sobe o LDL

A gordura saturada é o fator da dieta que mais eleva o LDL, mais até do que o colesterol dos alimentos. A orientação geral é que ela fique abaixo de 10% das calorias do dia, e em menos ainda quando o LDL está alto. Na prática, reduza:

  • Carnes gordas e pele de frango
  • Carnes processadas: linguiça, salsicha, bacon, presunto, salame, mortadela
  • Manteiga, banha, creme de leite e queijos amarelos em grande quantidade
  • Óleo de coco e de palma, que viraram moda, mas são ricos em gordura saturada

A gordura trans, presente em alguns biscoitos, salgadinhos, sorvetes e massas prontas, sobe o LDL e baixa o HDL. Leia o rótulo e desconfie de "gordura vegetal hidrogenada" na lista de ingredientes.

Ultraprocessados, açúcar e álcool: o que mais sobe os triglicerídeos

Os triglicerídeos são muito sensíveis a:

  • Refrigerantes, sucos adoçados e chás prontos
  • Doces, biscoitos recheados e bolos industrializados
  • Excesso de farinha branca: pão francês, massas e salgados todos os dias
  • Álcool, mesmo em quantidade moderada, em quem já tem triglicerídeos altos

Os ultraprocessados juntam quase tudo isso em um pacote só: gordura ruim, açúcar, farinha refinada e pouca fibra. Trocar o lanche industrializado por fruta, iogurte natural ou castanhas costuma fazer diferença no exame seguinte. Quando os triglicerídeos estão altos junto com cintura aumentada, vale ler também sobre gordura no fígado e dieta, porque os dois problemas costumam andar juntos.

Ovo aumenta o colesterol? O mito que ainda assusta

Durante décadas, o ovo foi tratado como vilão. Hoje se sabe que, para a maioria das pessoas, o colesterol que vem da comida pesa pouco no LDL do sangue, bem menos que a gordura saturada.

Um ovo por dia cabe em uma alimentação para colesterol alto. O problema costuma estar no que vem junto: bacon, linguiça, pão branco com manteiga. Ovo cozido, mexido com pouco óleo ou em omelete com legumes é uma boa fonte de proteína.

A exceção são pessoas com diabetes ou com LDL muito alto, em quem a quantidade deve ser ajustada individualmente.

Em quanto tempo a dieta muda o exame

O corpo leva um tempo para responder. Em geral:

  • Triglicerídeos podem cair já nas primeiras semanas, principalmente com corte de açúcar e álcool
  • LDL costuma responder em 4 a 12 semanas de mudança mantida
  • Por isso, o médico costuma pedir o exame de novo depois de cerca de 3 meses

Com mudanças bem feitas e consistentes, a redução do LDL fica em torno de 10% a 20%, podendo ser maior quando várias estratégias são combinadas. Perder peso, quando há excesso, e fazer atividade física regular somam efeito, principalmente sobre os triglicerídeos.

Uma semana de dieta rigorosa antes do exame não muda o resultado de forma confiável, e mascara o que acontece no resto do ano.

Quando a dieta não basta e é preciso o médico

A alimentação é a base do tratamento em todo mundo com colesterol alto, mas nem sempre é suficiente. A meta de LDL depende do risco cardiovascular, e quem calcula esse risco é o médico.

A dieta costuma não bastar sozinha quando:

  • O LDL está igual ou acima de 190 mg/dL, o que pode indicar causa genética (hipercolesterolemia familiar)
  • A pessoa já teve infarto, AVC ou tem doença nas artérias
  • Há diabetes, doença renal crônica ou vários fatores de risco juntos
  • Os triglicerídeos estão muito altos, situação que exige avaliação médica rápida

Nesses casos, a decisão sobre usar medicamento, como as estatinas, é exclusivamente médica. Na Clini+, a Cardiologia e a Endocrinologia avaliam o risco e definem o tratamento. Mesmo quando há remédio, a dieta continua: ela potencializa o efeito e cuida de outros fatores, como peso, glicose e pressão.

O nutricionista não prescreve medicamento. O papel dele é transformar as recomendações em um plano alimentar possível na sua rotina.

Mulher comendo salada em casa enquanto faz consulta de nutrição online pelo notebook

Como funciona a consulta com nutricionista online na Clini+

Saber a lista de alimentos para baixar o colesterol é o começo. O difícil é encaixar isso no seu dia: horário de trabalho, marmita, preferências, orçamento e a família que come junto. É aí que o acompanhamento faz diferença.

A consulta de Nutrição na Clini+ é 100% online, por vídeo, com nutricionistas com CRN ativo, parte deles com pós-graduação em Nutrição Clínica. Na consulta, o nutricionista olha seus exames, entende o que você come hoje e monta um plano alimentar individual, com metas realistas para o próximo exame.

O passo a passo:

  1. Crie seu cadastro em clinimais.com/cadastro
  2. Escolha Nutrição, o profissional e o horário
  3. Envie seu exame de colesterol pelo chat da plataforma
  4. Entre na consulta por vídeo, pelo site ou pelo app da Clini+ para iOS e Android

A consulta custa R$ 89,90 no PIX (R$ 94,90 no cartão). Como a resposta do colesterol leva semanas, o retorno costuma coincidir com o novo exame, e existem pacotes de acompanhamento para quem quer seguir por mais tempo. Conheça os profissionais na página de nutricionista online.

Precisa de uma consulta especializada?

Agende agora com um médico especialista na Clini+. Atendimento online, rápido e seguro.

Agendar consulta

Conclusão

Os alimentos para baixar o colesterol não são exóticos: aveia, feijão, lentilha, frutas inteiras, azeite, castanhas e peixe. Somados à troca da gordura saturada e à redução de ultraprocessados, açúcar e álcool, eles mudam o exame em poucos meses.

Quando o risco é alto, a dieta anda junto com o tratamento médico, nunca no lugar dele. Na Clini+, nutricionista e médico estão na mesma plataforma, em clinimais.com. Mais conteúdos sobre alimentação estão em Nutrição no blog da Clini+.


Artigo elaborado com base na Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia e nas recomendações da European Atherosclerosis Society sobre alimentação e lípides. As informações têm caráter educativo e não substituem a avaliação individualizada de um médico ou nutricionista.

Perguntas frequentes

Quem tem colesterol alto pode comer ovo?
Na maioria das pessoas, sim. O colesterol que vem do ovo pesa pouco no LDL do sangue quando comparado à gordura saturada do restante da dieta. Um ovo por dia cabe em uma alimentação para colesterol alto, de preferência cozido ou mexido com pouco óleo, e não acompanhado de bacon, linguiça ou manteiga. Quem tem diabetes ou LDL muito alto deve ajustar a quantidade com o nutricionista.
Em quanto tempo a dieta baixa o colesterol?
O LDL costuma responder em 4 a 12 semanas de mudança mantida, e os triglicerídeos podem cair já nas primeiras semanas, principalmente quando se corta açúcar e álcool. Por isso, o médico costuma repetir o exame de sangue depois de cerca de 3 meses. Medir antes disso, ou depois de uma semana de dieta rigorosa, não mostra o efeito real da mudança.
Só a dieta resolve o colesterol alto?
Depende do risco cardiovascular e do valor do LDL. Em quem tem risco baixo, a alimentação pode ser suficiente para atingir a meta. Em quem já teve infarto ou AVC, tem diabetes ou tem LDL igual ou acima de 190 mg/dL, a dieta continua importante, mas costuma não bastar. Nesses casos, quem avalia a necessidade de remédio é o médico, e a dieta segue junto com o tratamento.

Pronto para cuidar da sua saúde?

Agende agora uma consulta online com um médico especialista. Atendimento rápido, seguro e acessível.