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Diabetes Gestacional: Sintomas, Diagnóstico e o Que Fazer Depois do Resultado
Endocrinologia

Diabetes Gestacional: Sintomas, Diagnóstico e o Que Fazer Depois do Resultado

Entenda os sintomas do diabetes gestacional, como é feito o diagnóstico durante o pré-natal e os próximos passos após um resultado alterado no exame de curva glicêmica.

6 min de leitura
Dr. Richard Ramos

Escrito por Dr. Richard Ramos

CRM/SP 224667 | RQE 149697

Médico especialista credenciado na Clini+

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Muita gente descobre o diabetes gestacional sem sentir absolutamente nada — é o exame de rotina do pré-natal que aponta a alteração, não um sintoma óbvio. Se você acabou de receber esse resultado ou está com a curva glicêmica marcada, este artigo explica o que esperar a partir daqui.

O que é o diabetes gestacional?

O diabetes gestacional é o aumento da glicose no sangue que aparece (ou é identificado pela primeira vez) durante a gravidez. Ele acontece porque os hormônios da placenta dificultam a ação da insulina no corpo da mãe — um processo chamado resistência insulínica, que é normal na gestação, mas que em algumas mulheres ultrapassa o limite saudável.

Diferente do diabetes tipo 1 ou tipo 2, ele costuma surgir a partir do segundo trimestre e, na maioria dos casos, desaparece após o parto. Ainda assim, exige acompanhamento sério durante toda a gravidez.

Quais são os sintomas do diabetes gestacional?

Na maior parte dos casos, não há sintomas perceptíveis — por isso o exame de rastreamento é oferecido a todas as gestantes, independente de queixas. Quando os sintomas aparecem, costumam ser sutis e fáceis de confundir com a própria gravidez:

  • Sede mais intensa que o normal
  • Vontade de urinar com mais frequência (além do aumento já esperado na gravidez)
  • Cansaço fora do padrão
  • Visão embaçada ocasional
  • Infecções urinárias ou vaginais de repetição

Como esses sinais se sobrepõem a sintomas comuns da gestação, o exame é a única forma confiável de diagnóstico — não dá para confiar apenas na ausência de sintomas para descartar o diabetes gestacional.

Gestante fazendo o monitoramento da glicemia em casa

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Como é feito o diagnóstico: o exame de curva glicêmica

O rastreamento padrão acontece entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, através do TOTG (Teste Oral de Tolerância à Glicose), também chamado de curva glicêmica:

  1. Coleta de sangue em jejum
  2. Ingestão de uma solução com 75g de glicose
  3. Nova coleta de sangue após 1 hora
  4. Nova coleta de sangue após 2 horas

O diagnóstico de diabetes gestacional é confirmado se qualquer um dos três valores estiver acima do limite de referência. Gestantes com fatores de risco — obesidade, histórico familiar de diabetes, diabetes gestacional em gravidez anterior, ou idade acima de 35 anos — podem fazer o exame mais cedo, já no início do pré-natal.

Recebi o diagnóstico: e agora?

Um resultado alterado não significa que algo deu errado na gravidez — significa que o corpo precisa de um suporte extra para manter a glicose controlada. Os próximos passos costumam ser:

  • Acompanhamento com endocrinologista em conjunto com o obstetra, para ajustar a conduta ao longo da gestação
  • Monitoramento da glicemia capilar várias vezes ao dia, com aparelho próprio
  • Ajuste alimentar, geralmente com orientação nutricional específica para gestantes
  • Atividade física leve, quando liberada pelo médico
  • Insulina, se a dieta e o exercício não forem suficientes para controlar os níveis — não é sinal de gravidade, é apenas parte do tratamento em parte dos casos

O controle rigoroso da glicemia durante a gestação reduz significativamente o risco de complicações tanto para a mãe quanto para o bebê.

Gestante seguindo a suplementação orientada durante o acompanhamento do diabetes gestacional

Por que o acompanhamento não pode esperar

Sem controle adequado, o diabetes gestacional pode levar a bebês com peso elevado ao nascer (macrossomia), parto mais complicado, pressão alta na gestante e maior chance de a mãe desenvolver diabetes tipo 2 anos depois do parto. Por isso, mesmo sem sintomas, o acompanhamento contínuo até o fim da gestação — e também depois do parto — é parte essencial do tratamento.

Como funciona o acompanhamento na Clini+

Na Clini+, você agenda uma teleconsulta com endocrinologista em clinimais.com para discutir o resultado do exame, iniciar o acompanhamento e ajustar a conduta junto com o seu obstetra. A consulta online funciona bem para o acompanhamento de rotina do diabetes gestacional — revisão dos registros de glicemia, ajuste de dose de insulina quando necessário e orientações práticas para o dia a dia — com a mesma validade clínica de uma consulta presencial.

Como agendar:

  1. Acesse clinimais.com e crie sua conta gratuita
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  6. Receba orientações e documentos pela sua área do paciente, por e-mail e SMS

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O diabetes gestacional desaparece depois do parto?

Na maioria das vezes, sim — os níveis de glicose costumam normalizar logo após o nascimento do bebê, quando os hormônios da placenta saem de circulação. Ainda assim, quem teve diabetes gestacional tem risco maior de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro, por isso o rastreamento não termina no parto: o acompanhamento com endocrinologista nos meses seguintes é recomendado para monitorar essa transição.

Conclusão

O diabetes gestacional é comum, tratável e, na grande maioria dos casos, não compromete a gravidez quando acompanhado de perto. Se o seu exame de curva glicêmica veio alterado, o próximo passo é conversar com um endocrinologista para entender a conduta certa para o seu caso — sem esperar a próxima consulta de pré-natal presencial chegar.

Agende sua teleconsulta com endocrinologista na Clini+ em clinimais.com.


Artigo elaborado com base nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). As informações têm caráter educativo e não substituem a avaliação médica individualizada.

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