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Prótese de Silicone Exige Avaliação Cardiológica? Veja Quando o Risco Cirúrgico Aumenta
Cardiologia

Prótese de Silicone Exige Avaliação Cardiológica? Veja Quando o Risco Cirúrgico Aumenta

Antes de colocar prótese de silicone, o foco costuma ser só no cirurgião plástico — mas a avaliação cardiológica pode ser o que garante que a cirurgia aconteça sem intercorrências. Entenda quando ela é indispensável.

6 min de leitura
Dr. Richard Ramos

Escrito por Dr. Richard Ramos

CRM/SP 224667 | RQE 149697

Médico especialista credenciado na Clini+

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Marcou a cirurgia, escolheu o cirurgião, decidiu o tamanho da prótese — e a avaliação cardiológica ficou para depois, como se fosse só um exame de rotina. Esse é um dos erros mais comuns de quem vai colocar prótese de silicone, e um dos que mais causa cancelamento de cirurgia em cima da hora.

Por que cirurgia de prótese de silicone exige avaliação cardiológica

A colocação de prótese de silicone — seja mamária, glútea ou de outra região — é realizada sob anestesia geral, o que muda completamente o nível de exigência sobre o coração em comparação a um procedimento com anestesia local.

Durante a anestesia geral, o coração precisa manter a estabilidade de pressão arterial e ritmo mesmo com o corpo em repouso profundo e sob efeito de medicações que alteram a função cardiovascular. Um coração com alguma condição não diagnosticada — uma arritmia silenciosa, uma pressão alta mal controlada — pode não tolerar bem esse cenário.

Por isso, a avaliação cardiológica pré-operatória não é burocracia: é o que garante que o anestesista e o cirurgião tenham segurança para prosseguir.

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Quem tem risco cirúrgico mais alto

Nem toda paciente ou paciente tem o mesmo nível de risco. Alguns fatores aumentam a necessidade de uma avaliação mais criteriosa antes da cirurgia:

  • Idade acima de 40 anos, quando o risco cardiovascular naturalmente começa a subir
  • Hipertensão, principalmente quando não está bem controlada
  • Obesidade, que aumenta a sobrecarga sobre o coração durante a anestesia
  • Tabagismo, associado a maior risco de complicações cardiovasculares e respiratórias na cirurgia
  • Histórico familiar de doença cardíaca, especialmente infarto ou arritmias em parentes de primeiro grau
  • Sintomas prévios como palpitações, falta de ar aos esforços ou dor no peito, mesmo que discretos

Se você se encaixa em um ou mais desses pontos, a avaliação cardiológica deixa de ser uma formalidade e passa a ser decisiva para o planejamento da cirurgia.

Cardiologista avaliando exame de ECG antes de liberar paciente para cirurgia

O que o cardiologista avalia antes de liberar a cirurgia

Na consulta pré-operatória com o cardiologista, a avaliação costuma incluir:

  • Histórico clínico completo, incluindo doenças prévias, medicações em uso e cirurgias anteriores
  • Exame físico cardiovascular, com aferição de pressão arterial e ausculta cardíaca
  • Eletrocardiograma (ECG), exame básico solicitado na maioria dos casos
  • Em pacientes com fatores de risco adicionais, exames complementares como ecocardiograma ou teste ergométrico, para avaliar a função do coração com mais profundidade

Com base nesses dados, o cardiologista emite a liberação (ou não) para a cirurgia, além de orientações específicas para o anestesista sobre o manejo do paciente durante o procedimento.

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Como funciona a avaliação pela Clini+

Reunir essa documentação não precisa ser um processo demorado. Na Clini+, você agenda sua avaliação cardiológica pré-operatória por teleconsulta:

  1. Acesse clinimais.com e crie sua conta gratuita
  2. Escolha a especialidade de Cardiologia
  3. Selecione o cardiologista e o horário disponível
  4. Leve a data marcada da cirurgia e exames anteriores, se tiver, para agilizar a avaliação

Pressão alta controlada impede a cirurgia?

Não necessariamente. O que preocupa o cardiologista não é o diagnóstico de hipertensão em si, mas se ela está bem controlada no momento da cirurgia. Paciente hipertenso, mas com pressão estável há meses e acompanhamento regular, costuma ter liberação tranquila. Já pressão descompensada, sem controle recente, é motivo para adiar o procedimento até a estabilização.

Conclusão

A avaliação cardiológica antes da colocação de prótese de silicone não é uma etapa burocrática — é o que garante segurança durante a anestesia geral e reduz o risco de complicações no dia da cirurgia. Fazer essa avaliação com antecedência, e não na última semana, evita surpresas que podem adiar a data marcada.

Se você tem cirurgia de prótese de silicone agendada, a Clini+ conecta você a um cardiologista por teleconsulta para essa avaliação, com a agilidade que o seu cronograma cirúrgico exige.


Artigo elaborado com base nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) para avaliação perioperatória em cirurgias não cardíacas. As informações têm caráter educativo e não substituem a avaliação médica individualizada.

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