Você acorda com o olho grudado, vermelho e coçando, e ao longo do dia ele lacrimeja sem parar e incomoda na frente da tela. Muitas vezes, alguém em casa ou no trabalho teve o mesmo problema dias antes. A conjuntivite é uma das queixas mais comuns nos olhos, e na primavera ela fica ainda mais frequente por causa do pólen e da poeira.
Em resumo:
- A conjuntivite é a inflamação da membrana que cobre o branco do olho e o lado de dentro das pálpebras
- Pode ser viral, bacteriana ou alérgica, e cada uma tem sinais e duração diferentes
- A viral e a bacteriana passam para outras pessoas; a alérgica, não
- Soro fisiológico, compressa fria e higiene das mãos ajudam; colírio de corticoide por conta própria, não
- Dor forte, visão embaçada ou uso de lente de contato pedem oftalmologista presencial
Conjuntivite: o que fazer em casa
Na maior parte dos casos, a conjuntivite melhora sozinha ou com tratamento simples. Enquanto isso, algumas medidas aliviam o incômodo e evitam que a doença passe para quem mora com você:
- Lave os olhos com soro fisiológico gelado, usando gaze ou algodão limpo, sempre do canto de dentro para o de fora, e uma gaze para cada olho
- Faça compressas frias com gaze molhada em soro fisiológico ou água filtrada, por alguns minutos, várias vezes ao dia. Elas reduzem inchaço e coceira
- Lave as mãos com água e sabão com frequência, sobretudo depois de tocar nos olhos
- Não compartilhe toalhas, fronhas, maquiagem, óculos ou colírios
- Troque a fronha todos os dias e use toalha de papel para secar o rosto enquanto durar a crise
- Suspenda a lente de contato até a melhora completa e descarte o estojo e as lentes usadas na fase da infecção
- Evite coçar os olhos: coçar irrita mais e espalha o vírus ou a bactéria para o outro olho
O que não fazer
Algumas receitas caseiras e atalhos comuns podem transformar uma conjuntivite simples em um problema sério:
- Colírio de corticoide sem receita. Ele "branqueia" o olho rápido, mas pode piorar infecções por herpes e fungos, esconder uma lesão na córnea e, com o uso prolongado, aumentar a pressão do olho e causar catarata
- Colírio que sobrou de outra pessoa ou de outro episódio: o frasco aberto pode estar contaminado
- Compressa de chá de camomila, leite, urina ou soro caseiro. Nada disso é estéril e pode levar bactérias para o olho
- Colírio "para olho vermelho" (vasoconstritor) por vários dias: o alívio é passageiro e o olho pode ficar ainda mais vermelho quando você para
Viral, bacteriana ou alérgica: como diferenciar
Os três tipos deixam o olho vermelho, mas o conjunto de sinais costuma apontar a causa. A confirmação, porém, depende de um médico ver o olho.
Conjuntivite viral (a mais comum):
- Olho vermelho, lacrimejamento intenso e secreção aguada ou levemente esbranquiçada
- Sensação de areia no olho
- Costuma começar em um olho e passar para o outro em poucos dias
- Muitas vezes vem junto com resfriado, dor de garganta ou um gânglio inchado perto da orelha
Conjuntivite bacteriana:
- Secreção grossa, amarelada ou esverdeada, com pálpebras grudadas ao acordar
- Vermelhidão e incômodo, em geral sem tanta coceira
Conjuntivite alérgica:
- Coceira é o sintoma principal
- Pega os dois olhos ao mesmo tempo, com lacrimejamento e pálpebras inchadas
- Aparece junto com espirros e nariz escorrendo, em quem tem rinite ou alergia a pólen, poeira, ácaro ou pelo de animal
- Não é contagiosa

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Agendar consultaQuanto tempo dura a conjuntivite e quanto tempo transmite
A duração muda conforme o tipo:
- Viral: de 1 a 2 semanas, podendo chegar a 3 semanas. Não há antibiótico que acelere a cura, e o tratamento é para aliviar os sintomas. Ela transmite enquanto o olho estiver vermelho e lacrimejando, em geral de 10 a 14 dias, com risco maior na primeira semana
- Bacteriana: costuma melhorar em 5 a 8 dias. Quando o médico indica colírio antibiótico, a melhora aparece em 2 a 3 dias, e a transmissão cai bastante cerca de 24 horas depois de começar o tratamento
- Alérgica: dura enquanto houver contato com o alérgeno, e por isso volta em toda primavera em quem tem alergia a pólen. Não passa para ninguém
O contágio acontece principalmente pelas mãos: a pessoa toca no olho e depois em maçanetas, celular, teclado e toalhas. Por isso a lavagem das mãos protege mais do que qualquer outra medida.
Conjuntivite dá atestado?
Pode dar. Nas formas viral e bacteriana, o afastamento do trabalho ou da escola é comum enquanto há olho vermelho e secreção, justamente porque a doença passa com facilidade em ambientes fechados, como escritório e sala de aula. Na alérgica, que não é contagiosa, em geral não há motivo para afastamento.
Quem decide se o atestado é indicado, e por quantos dias, é o médico, depois de avaliar o caso. Para saber como o documento emitido em teleconsulta é aceito, leia atestado médico online: validade no trabalho e na escola.
Sinais de alarme: quando ir ao oftalmologista presencial
A conjuntivite incomoda, mas não costuma causar dor forte nem piorar a visão. Procure um oftalmologista ou pronto-socorro de olhos sem demora se houver:
- Dor forte no olho, que não é só ardor ou areia
- Visão embaçada que não melhora ao piscar
- Sensibilidade intensa à luz, a ponto de não conseguir abrir o olho
- Uso de lente de contato com olho vermelho e dolorido, pelo risco de úlcera na córnea
- Trauma, pancada ou algo que entrou no olho, inclusive respingo de produto químico
- Pupila de tamanho diferente, mancha branca na parte colorida do olho ou vermelhidão em volta da íris
- Inchaço e vermelhidão da pálpebra com febre
- Recém-nascido com olho vermelho ou com secreção
- Sintomas que não melhoram em 7 a 10 dias ou que pioram mesmo com o tratamento
Esses quadros podem indicar ceratite, uveíte, glaucoma agudo ou infecção mais profunda, que precisam de exame com lâmpada de fenda, aparelho que só existe no consultório.

Por que a consulta por vídeo é a mais indicada
Fora dos sinais de alarme, a conjuntivite pode ser avaliada no pronto atendimento online. Como o diagnóstico depende de ver o olho (vermelhidão, tipo de secreção, inchaço das pálpebras), a modalidade indicada é o vídeo, e não o chat.
Algumas dicas para a consulta render:
- Fique em um lugar bem iluminado, de frente para a janela ou para uma luz clara
- Aproxime a câmera do rosto quando o médico pedir e puxe de leve a pálpebra de baixo
- Tenha em mãos os nomes dos colírios ou remédios que você já usou
- Conte se alguém próximo teve o mesmo problema e se você usa lente de contato
Veja as diferenças entre as modalidades em pronto atendimento por chat ou por vídeo.
Como funciona na Clini+
No pronto atendimento online da Clini+, você é atendido por um médico clínico geral sem agendamento, de qualquer lugar do Brasil. O acesso é pelo site clinimais.com ou pelo app (iOS e Android). O atendimento é para pessoas a partir de 12 anos; crianças menores precisam de pediatra.
São duas modalidades: chat, por R$ 49,90, ou vídeo, por R$ 69,90. Para conjuntivite, escolha o vídeo, porque o médico precisa observar o olho para diferenciar o tipo e checar sinais de alarme.
Na consulta, o médico avalia o seu caso e decide a conduta: orientações de cuidado, receita digital com assinatura ICP-Brasil, se ele julgar indicada, e atestado, se avaliar que você precisa se afastar do trabalho ou da escola. Receita e atestado dependem sempre da avaliação médica. Se houver sinal de alarme, a orientação é procurar o oftalmologista presencial. A teleconsulta é regulamentada pela Resolução CFM nº 2.314/2022.
Quer entender quando vale buscar atendimento na hora? Leia médico online agora. E se o olho vermelho veio junto com nariz entupido e dor no rosto, veja também o artigo sobre sinusite.
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Agendar consultaConclusão
A conjuntivite costuma ser simples: a viral dura de 1 a 2 semanas, a bacteriana melhora em poucos dias e a alérgica acompanha a exposição ao alérgeno. Soro fisiológico, compressa fria, mãos limpas e nada de colírio de corticoide por conta própria resolvem a maior parte dos casos. Dor forte, visão embaçada, muita sensibilidade à luz, lente de contato ou trauma pedem oftalmologista presencial.
Fora desses casos, dá para ser avaliado por vídeo na Clini+, sem sair de casa e sem espalhar a conjuntivite na sala de espera. Para outras queixas do dia a dia, veja os artigos de clínica médica.
Artigo elaborado com base nas orientações do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, do Ministério da Saúde, da American Academy of Ophthalmology e na Resolução CFM nº 2.314/2022. As informações têm caráter educativo e não substituem a avaliação médica individualizada.
