A cirurgia está marcada, o cirurgião pediu o risco cirúrgico e surgem as dúvidas práticas: o laudo que você fez no começo do ano ainda vale? Precisa ser com cardiologista? Dá para fazer por vídeo, sem pegar fila de consultório? Este guia responde a essas perguntas de forma direta, para você não perder a data da cirurgia por causa de um papel vencido.
Quanto tempo vale o risco cirúrgico?
Não existe um prazo de validade único, definido em lei ou em resolução, para o risco cirúrgico. O laudo descreve como está a sua saúde em um momento, e ele "vale" enquanto essa fotografia continuar verdadeira.
Na prática, hospitais e cirurgiões costumam aceitar o laudo por cerca de 3 a 6 meses. Alguns serviços são mais rígidos e pedem avaliação feita nos últimos 30 dias, principalmente em cirurgias de maior porte. Por isso, a regra de ouro é simples: pergunte à equipe cirúrgica qual prazo ela aceita antes de agendar a avaliação.
O ideal é fazer a consulta entre 30 e 15 dias antes da cirurgia. Esse intervalo dá tempo de ajustar a pressão, pedir um exame que faltou ou trocar um remédio sem precisar remarcar a data.
Em resumo:
- Não há validade fixa em lei: vale o que o hospital e o cirurgião aceitam
- O mais comum é algo entre 3 e 6 meses, se a saúde não mudou
- Exames de sangue e eletrocardiograma também têm prazo próprio de aceitação em cada serviço
- O melhor momento para a consulta é de 30 a 15 dias antes da cirurgia
Quando o risco cirúrgico precisa ser refeito
Mesmo dentro do prazo, o laudo perde o valor se a situação clínica mudou. Procure uma nova avaliação se, desde o último laudo, você teve:
- Sintoma novo: dor ou aperto no peito, falta de ar aos esforços, palpitações, desmaio, inchaço nas pernas
- Diagnóstico novo: pressão alta, diabetes, arritmia, doença dos rins
- Internação, infarto ou AVC, mesmo que já tenha se recuperado
- Troca ou início de remédios, principalmente anticoagulantes e remédios para pressão e coração
- Mudança na cirurgia: o procedimento ficou maior, foi combinado com outro ou a anestesia mudou
Uma cirurgia adiada por muitos meses também costuma exigir laudo novo. E atenção: se você teve dor no peito, falta de ar intensa ou desmaio, isso não é caso para esperar a consulta pré-operatória — procure um pronto-socorro.

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Agendar consultaO que é a avaliação de risco cirúrgico cardiológico
O risco cirúrgico é a consulta em que o médico estima a chance de o coração e a circulação darem problema durante ou logo depois da cirurgia — infarto, arritmia, descompensação da pressão ou insuficiência cardíaca. Para isso, ele cruza três informações:
- O porte da cirurgia: uma cirurgia de catarata tem risco muito menor que uma cirurgia abdominal grande ou uma ortopédica de quadril
- A sua saúde: idade, pressão, diabetes, doença do coração, rins, tabagismo
- Sua capacidade física: conseguir subir dois lances de escada sem parar é um dado valioso
Com isso, o médico classifica o risco, diz se a cirurgia pode seguir como planejada e orienta a equipe sobre remédios e cuidados. O detalhamento de todos os exames e do preparo está no guia de avaliação pré-operatória: exames e preparo. Quem vai fazer procedimento estético encontra orientações específicas na avaliação cardiológica para cirurgia plástica.
Quem pode fazer o risco cirúrgico
Qualquer médico pode fazer avaliação pré-operatória. Em pessoas jovens e saudáveis, o clínico geral costuma resolver. Mas muitos cirurgiões pedem expressamente o risco cirúrgico cardiológico, e o cardiologista é o especialista indicado principalmente para quem:
- Tem mais de 40 anos e vai fazer cirurgia com anestesia geral
- Tem pressão alta, diabetes, colesterol alto ou é fumante
- Já teve infarto, arritmia, sopro ou usa remédio para o coração
- Vai fazer cirurgia de maior porte, como abdominal, ortopédica ou de coluna
Não confunda com a consulta pré-anestésica: ela é feita pelo anestesista, em geral no próprio hospital, e serve para planejar a anestesia. Uma não substitui a outra.
Dá para fazer o risco cirúrgico online?
Sim. A telemedicina é regulamentada pela Resolução CFM 2.314/2022, e o laudo emitido por teleconsulta tem a mesma validade do presencial quando assinado com certificado digital ICP-Brasil.
A diferença em relação ao consultório é que o cardiologista não ausculta o seu coração. Por isso, a teleconsulta funciona melhor quando você chega com os exames em mãos. Antes da consulta, separe:
- Eletrocardiograma recente, de preferência com laudo
- Exames de sangue que o cirurgião tenha pedido: hemograma, glicemia, creatinina, coagulação
- Outros exames do coração que você já tenha, como ecocardiograma, teste ergométrico ou Holter
- A lista dos remédios em uso, com dose
- O pedido do cirurgião com o nome do procedimento e a data
- Se tiver, medidas recentes da pressão feitas em casa
Se faltar algum exame, o cardiologista emite o pedido digital, você faz no laboratório de sua preferência e o laudo é concluído no retorno.

Como funciona na Clini+
Na Clini+, a avaliação de risco cirúrgico é feita por teleconsulta com cardiologista com RQE:
1. Agende Crie sua conta em clinimais.com, escolha Cardiologia e o horário. A consulta custa R$ 179,90 no PIX (R$ 189,90 no cartão).
2. Envie os exames Anexe o eletrocardiograma, os exames de sangue e o pedido do cirurgião pela plataforma antes da consulta. Assim o cardiologista já chega sabendo o que você tem.
3. Converse por vídeo O médico revisa a história, os remédios e os exames, avalia o porte da cirurgia e orienta o que fazer com cada medicamento.
4. Receba o laudo Com os exames suficientes, o laudo de risco cirúrgico sai na própria consulta, com assinatura digital ICP-Brasil, pronto para entregar à equipe cirúrgica. Se for preciso algum exame complementar, o retorno para concluir a avaliação, em até 15 dias e com o mesmo médico, fica por conta da Clini+.
A Clini+ é 100% online e não realiza exames: eles são feitos perto da sua casa. Dúvidas sobre agendamento são respondidas pelo WhatsApp, com atendimento humanizado. Outros conteúdos sobre o coração estão no blog de Cardiologia.
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Agendar consultaConclusão
O risco cirúrgico não tem uma validade fixa em lei: o laudo costuma ser aceito por cerca de 3 a 6 meses, desde que nada tenha mudado na sua saúde e na cirurgia planejada. Confirme o prazo com a equipe cirúrgica, faça a avaliação entre 30 e 15 dias antes da data e chegue com o eletrocardiograma e os exames de sangue em mãos. Assim, a teleconsulta com cardiologista na Clini+ resolve o laudo sem você sair de casa e sem atrasar a cirurgia.
Artigo elaborado com base na Diretriz de Avaliação Cardiovascular Perioperatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC, 2024) e na Resolução CFM 2.314/2022. As informações têm caráter educativo e não substituem a avaliação médica individualizada. Em caso de dor no peito, falta de ar intensa ou desmaio, procure atendimento de emergência imediatamente.
